July 14, 2008

silly season

estes filmes são: merdas, detalhes, qué isto pá?, inacreditável ; Zé Miguel @ 3:29 am

Há já muito tempo que não me presto a escrever aqui uma palavra que seja. Não sou escritor, portanto não posso ter aquilo a que os anglosaxónicos chamam de writer’s block.

A verdade é a que a vida consome-nos. Ela é bem capaz de nos levar as palavras e pelo meio arrecada grande parte das sensações, emoções e outras grandes coisas que outrora nos deu. Nesta parte começo a confundir vida com estilo de vida.

Desde a última vez que aqui deixei um bocadinho daquilo que penso ganhei 10.000 gramas de peso a mais na balança, perdi a capacidade de querer uma só porque ela me faz rir e provavelmente perdi a restinha de inocência que tinha.

E assim se acaba um capítulo. Pode ser que mais adiante haja mais alguma coisa. Foi bom.

July 15, 2007

merda

estes filmes são: detalhes, inacreditável ; Zé Miguel @ 7:33 am

Mesmo que tudo corresse pelo melhor as coisas más estarão sempre cá. Essa história bonita de que os que têm a sorte têm tudo o que querem é mentira. Foda-se. Agora já não me apetece.

Juro que amanhã não volto cá. Esperem só até amanhã.

July 4, 2007

olha fode-te meu

estes filmes são: inacreditável ; Zé Miguel @ 7:27 am

Balanço e harmonia. Queria começar por duas palavras bonitas e acho que consegui. Vou passar para a terceira. Com licença cá vai. Graciosidade.

Graciosas são as mulheres. Graciosas são as flores. Graciosos são os movimentos. Gracioso é tudo aquilo que se faz com gosto e parece bem aos outros.

Merda é aquilo que nos parece bem a nós e não agrada a ninguém.
Fico-me pela merda. Com licença e até amanhã.

árvores

estes filmes são: detalhes ; Zé Miguel @ 7:19 am

De coração cheio toda gente fala de boa vontade. O problema claro está acontece quando temos o coração vazio. Nesta altura todos têm a sua opinião. Uns dizem que se sentem maravilhados por finalmente não gostarem de ninguém ou de poderem fingir tal sentimento, outros sentem-se inquietos.

Como não pode deixar de ser deixo-me a mim para segunda hipótese. A partir daqui posso desenvolver alguma coisa bonita.

Ter o coração e a paixão vazias não só me deixa angustiado como me deixa sem como agir. Uma coisa é saber que uma delas é a melhor coisa que existe, outra coisa é saber que nenhuma delas preenche esses requisitos. Isto até pode parecer esquisito mas é tão simples como uma árvore de fruto.

Se de uma laranjeira caírem laranjas podres ninguém leva a mal. Pronto. Foi uma raiz mal plantada que de fruto só deu merda. Se por seu lado dela nada cair, alguma coisa de mal se passa no reino das coisas que dão fruto.

É assim. Se ainda ninguém lá chegou é simples. Sem mulher todos vivemos, sem saber que mulher queremos poucos podemos sobreviver.

Vocês até podem vir com aquele argumento que somos todos uns porcos tarados que é verdade, mas no fundo, todos temos uma da qual não nos conseguimos livrar, ou então somos todos uma laranjeira sem fruto e sem esperança.

Quero e preciso de uma paixão. Pode ser gorda e baixa. A verdade é que não sou muito bonito. Aqui o muito foi um eufemismo.

Voltei a escrever. E esta ‘pá?

June 2, 2007

completamente na categoria: merdas

estes filmes são: merdas ; Zé Miguel @ 2:25 am

Os homens e os carros têm uma ligação mais intíma do que as mulheres que os homens. Posso estar a escrever a coisa mais incongruente do mundo mas no entanto mantenho a minha opinião. Para uma mulher um carro só tem de ter direcção assistida e ela o achar bonito. Para nós tem de ter tecto de abrir, travões ABS, ar condicionado, estofos em pele e um monte mais de merdas.

Quando me perguntam: “Estás a portar-te bem?”; Gostava de responder “Deus não se porta mal.”; Não gosto de miúdas de salto alto em bibliotecas. Não gosto de perder. Não gosto de ser enganado. Não gosto de não gostar do que é que não sei que gosto. Acho que muita gente não gosta de nós. Quando falo de nós, falo de mim e de ti.

March 30, 2007

eu sou eu

estes filmes são: detalhes ; Zé Miguel @ 8:24 am

Há coisas muito complicadas. Mesmo aquelas que pensam que não são nada, estão por vezes numa simples canção.

Isto foi um momento “Revista Bravo”. Bom dia e até amanhã.

March 22, 2007

brilho

estes filmes são: qué isto pá? ; Zé Miguel @ 10:23 pm

As estrelas. Eu gosto de estrelas. Gosto de olhar p’ra elas e tentar ver mais além, gosto do Sol. E pronto, já chega de conversa primaveril. As estrelas e aquilo a que os americanos chamam de star system é-me completamente fascinante. Gostamos de ver alguém subir ao zen e depois enterrar-se na fossa, quando no fundo, em última análise, fazem figuras como as nossas. Pelo menos como as minhas.

As estrelas são muitas e em muitas estirpes diferentes. Temos a estrela apresentadora de televisão, um modelo a seguir, uma moral sem qualquer tipo de questionabilidade, intenções sociais e pessoais solidárias. Essas dão-me seca. Por muito que emocione as donas de casa e senhoras de quadro médio a percorrer a entrada para a terceira idade, a mim, não me dá gozo nenhum ver ninguém que desenha uma linha recta e a segue à risca sem dela se desviar um mero pêlo púbico.

Existem também as estrelas do vazio. Festas. Vestidos e roupas emprestadas e eventos sociais com fins aplaudíveis. Vira-se a moeda e lá está lá a droga nos bastidores, o sexo desenfreado e consequente viagem a Espanha. Também me entediam. É sempre a mesma coisa. Os mesmos sítios, as mesmas caras feias e as mesmas caras bonitas. É mulheres de jogadores de futebol,mulheres e ex-mulheres de empresários famosos ou então não são coisa nenhuma. Blá blá blá, blá blá blá, já está.

Falar dos que estão no cinema, junto ao Pacífico e não das novelas de Queluz, é complicado. Uns queria ser como eles a outros queria dar pontapés. Não tinham que ser muitos ou com muita força, um pontapé ou uma estalada das pequenas satisfazia-me. A vida dos filmes é bonita. Toda a gente é bonita. Todos têm uma só mulher linda que conhecem desde os tempos de escola ou em alternativa muitas mulheres bonitas em vários dias e várias alturas do dia. Nos filmes passeia-se de descapotável e vai-se de Miami a Cuba só para beber um Mojito. A roupa está sempre bem passada e o cabelo nunca tem dias maus. Seguindo em frente e deixando a lamentação para trás, estas pessoas que olhamos e admiramos têm uma tarefa complicada. As festas e as companhias aparecem como bónus à beleza e ao charme mas têm a difícil tarefa de tentar, pelo menos, servir de exemplo. Bom ou mau, não interessa. Nem todos conseguem ser John Travolta’s, nem todas conseguem ser Meryl Streep’s.

A estrela de Rock está quase culturalmente obrigada a ser irreverente. A ser não-conformista, e eu, não tenho jeito nenhum para a música.

March 18, 2007

de vez em quando, um pouco de nada

estes filmes são: detalhes ; Zé Miguel @ 5:36 am

De vez em quando andamos por aí, e tudo o que era digno de ser escrito aparece mesmo em frente aos nossos olhos. Os adjectivos todos no sítio certo e as palavras arrumadas da maneira mais sábia de todas. Escreves. Apagas. Voltas a escrever e não acontecesse nada de especial. É aí que sabes que chegaste a casa.

March 10, 2007

se calhar é isso

estes filmes são: detalhes ; Zé Miguel @ 2:09 am

Toda a gente sabe que há dias que não foram feitos para existir. Não porque estejam carregados de carga negativa mas porque as coisas simplesmente não batem certo. Toda a gente sabe que a vida é feitos de momentos. Há mesmo todo o tipo de retalhos pequeninos que compõe o pano dos momentos. Até o momento da loucura tem de lá estar presente para que nos afastemos da senilidade. É como o tempo. O tempo às vezes não espera por nós. Mais um segundo e uma oportunidade a mais ou a menos. Não nos sabe encontrar no sítio certo ou então parece que não o queremos procurar. Nunca quer parar e às vezes só lhe apetece correr. Aquela ali parecia que era a certa, aquela outra também. Até amanhã.

January 25, 2007

aquelas pequenas coisas

estes filmes são: qué isto pá? ; Zé Miguel @ 12:47 am

O problema do CSI é que é sempre a mesma coisa. Aquelas merdas de laboratório em que encontram, invariávelmente, uma prova que nunca ninguém na vida real encontra.

Por exemplo a PJ. Um agente da Polícia da Judiciária olhava aquilo e dizia: “Q’esta merda? Um feijão?”

January 6, 2007

olha, foda-se

estes filmes são: inacreditável ; Zé Miguel @ 6:52 am

Como sabem, Deus faz as suas sortes e sorteios. A mim calhou-me palavras do tamanho do mundo. Eu como ser invulgar que sou preferia uma pila do tamanho Santa Clara-Eiras, mas não. Calhou-me isto.
Aquilo que quero para mim é simples. Vamos. Podemos virar tudo.
Para ir frente hoje, só basta uma coisa, ser boa pessoa. Não são precisos comunismos. Uma boa pessoa merece. Uma má, merece uma chapada.
Com o desenrolar do início do século XXI e do final do século anterior o homem tornou-se metrosexual. O metrosexual é um gajo que faz 100 coisas que o homem comum não faz, mas, por contrapartida faz 10 coisas óbvias que mais nenhum parvalhão tem ideia de fazer a não ser seguir o vizinho do lado.
Então o metrosexual começa a rapar os pêlos do peito. Faz as sobrancelhas quando corta o cabelo. Mete um creme aqui. E ali. Pensa sim ou não, antes de comer a parte que tem gordura da entremeada. E, com sorte, ainda se olha ao espelho antes de sair de casa. Ou de casa da amiga last night stand.
Esta conversa toda serviu para convergir num pensamento que vai desflorar dentro de aproximadamente 2 minutos.
Com todos estes eventos, o tempo continua a desenrolar-se. A palavra chega até ao fim do mundo. O homem não mais tem pêlos no peito. O homem agora é sensível. O homem agora quase que mija de pé.
Aqui é a altura em que entra a reviravolta.
A mulher citadina começa a ter saudades de algo. Alguém que está de fora faz falta. O que é?
As merdas são banais. Tão simples como somar 1+1=2. A mulher sente falta de algo. Nas palavras de James Bond, aquilo que a mulher precisa é; “Um pássaro só faz o ninho numa árvore com folhas.“;
Esta frase é proferida por Sean Connery a respeito dos pêlos do peito da sua personagem. E vamos ficar por aqui. James Bond é sempre um bom exemplo de masculinidade.
A mulher tem saudade do homem que diz asneiras e sacode os pêlos no peito. Eu? Eu não estou aqui para reenvidicar. Só quero que no final desta merda toda o enquadramento final da balança seja equilibrado o suficiente para eu ser uma boa pessoa. Boa pessoa no meu entender ganha a tudo.
Por muito que alguém nos odeie ou adore, o sol, vai continuar a cair da mesma maneira. E no fim de tudo, levanta-se outra vez.

December 15, 2006

merdas do caralho

estes filmes são: qué isto pá? ; Zé Miguel @ 7:22 am

Não tenho nada a declarar. O problema de muito boa gente é não saber distinguir o certo do errado. Visto de certas perspectivas, esta tal capacidade pode ser vista como uma habilidade.
Eu, por sinal, sou incapaz de vociferar os nomes de rua do orgão sexual feminino no meio das ruas. Certo é que também sei gastar dinheiro que não devia ser gasto e enviar mensagens a quem as não queria receber. Mas não sou capaz de exprimir com eloquência as palavras - Cona - e - Rata. Só para não deixar o coração deste blog de bater, isto é, tudo aquilo que fui capaz de escrever.

Foda-se. Preciso mesmo de começar a gostar de alguém.

November 28, 2006

merdinhas & coisinhas

estes filmes são: merdas ; Zé Miguel @ 4:18 am

Este momento tinha que chegar. Hoje, o telemóvel é uma coisa que não se pode esquecer em casa. Não só o dia-a-dia nos obriga a dar-lhe a mesma importância que as chaves de casa, como agora nos querem fazer ter medo dele. Agora vou saltar a parte em que qualquer outra pessoa começava a dizer que podia passar perfeitamente sem telemóvel, ou que é uma coisa indespensável e a importância que têm. Por aí fora. Mas já estamos mais à frente.
O que dizem, e que é verdade, é que os telemóveis, os computadores portatéis e provavelmente os leitores de música digitais libertam um qualquer tipo de radiação. A própria palavra radiação não sugere saúde. E pronto.
A partir de Janeiro, alguém vai vender um spray, composto por microorganismos extraídos dos rochedos volcânicos. Imagem lá para que serve?
Não é bonito o mundo? Está tudo aqui.

November 25, 2006

bonito bonito

estes filmes são: detalhes ; Zé Miguel @ 5:37 am

Há mulheres que nos cativam porque simplesmente são bonitas. Há outras a quem podemos dizer tudo o que queremos e sabemos que não vamos ser mal interpretados. Outras sabemos que são um desafio. Algumas há que sabemos serem o X que o mapa do tesouro marca. Outras sabem a morango. Outras sabemos que não existem. Uma ou outra sabemos que são para sempre. Algumas cheiras bem. Outras sabem vestir-se bem. Numas quantas encontramos as palavras certas. Umas têm as respostas certas ou as perguntas erradas. Passei por uma que cheirava bem. Houve ali outra que me sorriu e outra que me piscou o olho, mas essa… Era feia. Já está. Já acabei.

figura de estilo

estes filmes são: merdas, qué isto pá? ; Zé Miguel @ 5:19 am

Mais um cigarro. Ouves meia conversa alheia e tens uma gargalhada por inteiro de alguém que não conheces de lado nenhum. Voltas para a tua própria conversa e vês que não tem nem metade da piada. Às vezes é mesmo assim. As pessoas de sempre. As pessoas de quem gostas. Como sempre. E as noites que parecem correr da mesma maneira que há um ano atrás. Ora transparentes, ora cheias de cor.
Detesto estes tempos frios. São vazios. Banais. O caminho para casa é sempre mais penoso. A chuva e o vento são amigos do sentimento de solidão. Adoro as conversas que fazem embaciar o vidro do carro. Ainda não tive desses casos este Outono. Não são tempos tristes mas também não estamos numa altura particulamente encantadora. As coisas adoráveis não são amigas do pingar de água na janela. Fartamo-nos e voltamos a fazer exactamente as mesmas coisas. Falamos com as mesmas pessoas. Algumas que não gostamos. Ouvimos as mesmas músicas. Umas quantas que temos vergonha de gostar. Frequentamos os mesmos sítios. Sendo alguns declaradamente medíocres. E é assim que nós somos. Crápulas que têm a sorte de poder ter a vida que têm gozando ainda do previlégio de dela se poder queixar. Crápulas que adoram meter conversa com qualquer sorriso bonito. E pronto. É assim que as coisas são. E isto foi um bocado de merda.

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